Greve da Unesp: professores aderem à paralisação no câmpus de Rubião Júnior
A Unesp conta com mais de 3.700 professores nos mais de 34 unidades instaladas em 24 cidades paulistas
por Flávio Fogueral
A greve da Unesp- incluindo o câmpus de Botucatu-, entra em seu terceiro dia com a adesão efetiva dos professores e atividades programadas para esta quarta-feira, 30, véspera de feriado. A agenda inclui apreciação da proposta de reajuste oferecida pelo Conselho de Reitores das Universidades Públicas de São Paulo (Cruesp), além de mobilização com as demais categorias já paralisadas.
Na terça-feira, 29, professores da universidade promoveram reunião na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), para ratificar a rejeição à proposta apresentadas pela reitoria da Unesp, de reajustar os salários em 1,5%, e analisaram o estado de greve, bem como a adesão de servidores técnico-administrativos e o apoio de aluno.
Em carta aberta, a Associação dos Docentes da Unesp (AD), entidade representativa dos mais de 850 professores das quatro unidades existentes em Botucatu- Faculdades de Medicina; Medicina Veterinária e Zootecnia; de Ciências Agronômicas e Instituto de Biociências-, frisa que a política de reajuste salarial da universidade se tornou insuficiente para suprir as constantes perdas inflacionárias.
“Há pelo menos três anos, a comunidade universitária vem se submetendo a um significativo arrocho salarial, com acréscimo de trabalho em decorrência da falta de reposição de pessoal e restrição de verbas de custeio para a manutenção das atividades das unidades”, frisa o documento distribuído à comunidade universitária de Botucatu.
No comunicado, a AD frisa que a inflação oficial acumulada de 2015 a 2017 foi de 19,25%, com perspectiva de 3%. Seria necessário, conforme estimativa da entidade, aumento superior a 16% para o alinhamento nos vencimentos comparativamente com os funcionários das outras duas universidades públicas estaduais, Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp.
A Unesp conta com mais de 3.700 professores nos mais de 34 unidades instaladas em 24 cidades paulistas. Fornecem suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, mais de 6.700 funcionários. Os 136 cursos de graduação contemplam 33 mil alunos e os programas de pós-graduação, mais de 14 mil alunos estão inscritos.

