Após morte de turista, ações reforçarão proibição de acesso a cachoeiras em propriedades particulares
Serão instaladas, futuramente, placas e identificação visual para informar sobre a proibição
por Flávio Fogueral
A Secretaria Municipal Adjunta de Turismo, junto com o Conselho Municipal de Turismo (Comutur) instituirão ações educativas e informativas nas mais de 80 cachoeiras do município, objetivando a promoção da segurança dos visitantes. A medida é uma resposta direta após a morte de uma mulher de 49 anos, decorrente de um acidente fatal na Cachoeira Canela 3, na Fazenda Canela.
O fato, ocorrido no domingo, 16, vitimou o Adriana Ortega Cozzani, de São Paulo. Na oportunidade, ela estava com um grupo de amigos de Sorocaba e praticava rapel, a uma altura de 40 metros na cachoeira.
Por volta das 13 horas, enquanto subia a cachoeira, uma pedra se soltou, batendo na cabeça de Adriana. Mesmo socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Botucatu (HCFMB), a vítima não resistiu à gravidade do ferimento provocado.
A morte de Adriana evidencia uma situação corriqueira na região de Botucatu: com relevo diferenciado, os municípios no entorno concentram alto número de cascatas e quedas d’água, propícias para a prática de esportes radicais e também como opções para banhistas.
No entanto, das 80 cachoeiras, apenas oito têm acesso público e estão disponíveis para visitação: a existente no complexo turístico do Véu da Noiva, da Indiana, as cinco na Pavuna e, da Marta, que está desde o primeiro governo do ex-prefeito e atual secretário estadual da Educação, João Cury Neto, com acesso impedido para a realização de reforma estrutural.
Em nota, tanto a Secretaria Adjunta de Turismo e o Comutur, ressaltam que a área onde ocorreu o acidente que vitimou Adiana é de caráter particular, sendo que a visitação é proibida pelo proprietário. “Diante desse ocorrido, é necessário esclarecer que a Secretaria de Turismo, o Conselho Municipal de Turismo e Condema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) trabalham juntos, visando o equilíbrio entre o crescimento econômico social e do turismo, a biodiversidade e a conservação do patrimônio cultural e ecológico”, salientaram os órgãos executivo e consultivo.
Ainda na nota oficial, tanto Secretaria quanto Comutur explicitaram que serão instaladas, futuramente, placas e identificação visual para informar sobre a proibição da visitação, além dos riscos assumidos por pessoas ou grupos que desrespeitem o alerta de propriedade particular. Ainda não foram definidos detalhes de como este alerta e orientação ocorrerá.
A invasão de propriedade particular pode ser caracterizada como crime somente se houver queixa de proprietários, conforme consta no Código Penal, em seu artigo 161, inciso 2, pode acarretar sanções como multa e pena de reclusão de um a seis meses.
