Documentário retrata a trajetória do Monsenhor Nakamura, que atuou em Botucatu

Seu processo de beatificação se encontra em andamento pelo Vaticano

Da Redação 

O Documentário “Estrela da Manhã” resgata a figura do missionário japonês Mons. Domingos Nakamura, que atuou na diocese de Botucatu entre os anos 1920 a 1940.

Reconhecido pela Igreja como “Servo de Deus”, seu processo de beatificação se encontra em andamento.

Sinopse do Documentário

Uma jornada heroica entre a terra do sol nascente e o país tropical. A fé foi o único combustível que levou monsenhor Domingos Chohachi Nakamura a aceitar a missão de desbravar os rincões do interior do Brasil em busca das almas cristãs dos imigrantes japoneses que padeciam como ovelhas sem pastor.

O missionário, fruto de um lar católico constituído em meio à perseguição aos cristãos no Japão, viu, em terras brasileiras, a pobreza, o trabalho e as dificuldades de seu povo. Não se abateu. De 1923 até sua morte, em 1940, fez da evangelização seu escudo e, assim, tornou-se retrato de santidade. Em Álvares Machado, cidade onde o padre morou a partir de 1928, até os dias de hoje é lembrado. Santo na boca do povo, o apóstolo dos imigrantes japoneses, pode tornar-se o primeiro japonês não mártir canonizado pela Igreja Católica.

Biografia do missionário 

Monsenhor Domingos Chōhachi Nakamura nasceu no dia 22 de agosto de 1865 na cidade de Fukue, localizada na província de Nagasaki. Em 1880, ingressou no Seminário de Nagasaki. Após 17 anos, é ordenado padre e, semanas depois, torna-se pároco na ilha de Amami Oshima, que pertence ao Japão, onde trabalhou por 26 anos.

Aos 59 anos de idade, recebe o convite para acompanhar os imigrantes japoneses no Brasil. Em 23 de abril de 1923, desembarca no porto de Santos como o primeiro missionário japonês a atuar fora do país.

Na chegada, seguiu para o Rio de Janeiro e visitou o Núncio Apostólico, Dom Enrico Gasparri. Na oportunidade, o Núncio deu ao monsenhor Domingos Nakamura uma carta de recomendação às Ordens Eclesiásticas, assegurando que o apostolado entre os imigrantes japoneses era um desejo apostólico de Roma.

Quatro meses depois é recebido por Dom Lúcio Antunes de Souza, em Botucatu (SP), primeiro prelado a solicitar a vinda de padre do Japão. Assim, dá-se início a sua caminhada missionária.

Em 1927, participa da fundação do Colégio São Francisco Xavier (São Paulo). Já no ano de 1938, no Palácio Episcopal de São Paulo, recebe das mãos do Almirante Shinjiro Yamamoto, da Marinha Imperial Japonesa, a medalha “Ordem de São Gregório, o Grande” concedida pelo Papa Pio XI.

Durante sua vida no país, desenvolveu atividades missionárias em Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Trabalhou durante 17 anos em Álvares Machado (SP).

Um ponto importante da vida do missionário japonês foi a conversão de muitos imigrantes de religião budista ao cristianismo. Monsenhor Nakamura não teve uma paróquia no Brasil. Sempre foi missionário itinerante.

Monsenhor Nakamura faleceu na cidade de Álvares Machado (SP) às 16h, do dia 14 de março de 1940. Em agosto de 2002, teve início o processo de beatificação do monsenhor, o que demanda uma série de exigências pelo Vaticano, como a comprovação de ocorrência de um milagre autêntico por uma comissão de nove médicos peritos, pela Comissão de Cardeais, Arcebispos e Bispos membros do Dicastério e quando o Papa emite o Decreto Pontifício, declarando o reconhecimento do milagre e que o candidato seja reconhecido como “Beato”.

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