Castello Branco: rodovia estratégica que liga a capital ao centro-oeste paulista
Via integra economias locais e garantindo mobilidade a milhões de pessoas
Da Redação
A Rodovia Presidente Castello Branco (SP 280), originalmente chamada de Rodovia do Oeste, é uma daquelas obras que transformam o país. Hoje, consolidada como um dos principais eixos logísticos do Brasil, conecta a Região Metropolitana de São Paulo ao Centro-Oeste Paulista, impulsionando economias locais e garantindo mobilidade a milhões de pessoas. A viagem começa no icônico Complexo Viário Heróis de 1932, o popular “Cebolão”, ponto de encontro das marginais Tietê e Pinheiros, e segue rumo ao interior até a SP 225, entre Espírito Santo do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo, um trajeto que reflete mais de seis décadas de desenvolvimento.
A obra ganhou forma em 1963 e, apesar das dúvidas iniciais quanto à sua grandiosidade, o projeto logo se confirmou visionário. Documentos de 1965 já apontavam que a rodovia oferecia “características técnicas somente encontradas nas mais recentes rodovias dos Estados Unidos e Europa Ocidental”, como pistas com 10,5 metros de largura, canteiro central largo, faixas de acostamento amplas, curvas suaves, rampas com baixa inclinação e acessos sem cruzamento às cidades diretamente servidas pela rodovia. Não à toa, a Castello permanece entre as rodovias mais bem avaliadas pela CNT, destacando-se em pavimentação, sinalização e segurança.

Atendendo municípios como Tatuí, Quadra, Pardinho, Avaré e Santa Cruz do Rio Pardo, trecho de 185 quilômetros conecta centros urbanos, polos agrícolas e industriais, rotas turísticas e áreas de expansão econômica. Quando assumiu a administração em 2000, a SPVias trouxe modernização, cuidado permanente e novos padrões de eficiência. Uma de suas entregas mais marcantes foi a duplicação da Serra de Botucatu, concluída em 2008, o último trecho que ainda não estava duplicado na Castello, e cuja obra havia sido iniciada nos anos 1970. A conclusão desse segmento representou um salto definitivo em segurança, fluidez e capacidade de tráfego.
O trecho final da Castello Branco é muito mais do que uma via de passagem: é uma ligação estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial do sudoeste paulista. Soja, milho, produtos hortifrutigranjeiros, itens manufaturados e insumos diversos percorrem diariamente essa rota até centros consumidores e portos.
Ao garantir eficiência logística, a Castello Branco impulsiona negócios, encurta distâncias e amplia oportunidades para cidades que dependem dela para crescer. Desde a década de 1990 a rodovia está sob concessão de diversas empresas que efetuam a manutenção e prestam serviços aos usuários.

