MP investiga se fraude da merenda, em SP, serviu para pagar campanhas

Dois deputados federais e dois estaduais são acusados de participar do esquema

da Redação – com informações do Agora e Jornal Nacional (Globo)

O Ministério Público investiga se os recursos desviados para pagamento de propina no caso da fraude da merenda escolar, em 22 cidades de São Paulo, foram destinados para sanar dívidas de campanha eleitorais de políticos ligados ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB), segundo o "Jornal Nacional", exibido na segunda-feira (1°).

Presidente da ALESP, Fernando Capez (PSDB)
Presidente da ALESP, Fernando Capez (PSDB)
O esquema envolve, além de políticos, como os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e os estaduais Fernando Capez (PSDB) e Luiz Carlos Gondim (SD), funcionários públicos e cooperativas agrícolas, como a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf).

Organizadas em cartel, as cooperativas participavam de editais públicos para a compra dos alimentos da merenda escolar e acertavam o preço que seria proposto e qual das cooperativas ganharia o contrato. Ao todo, 22 municipios estão com contratos sob investigação, em negócios que movimentaram R$ 209,8 milhões em 2015, de acordo com a investigação do MP.

O Governo de São Paulo afirma colaborar com as investigações. Um servidor, Luiz Roberto dos Santos, acusado de facilitar a execução das fraudes já foi exonerado.

Os deputados citados no inquérito negam qualquer envolvimento.