Especialista ensina a se prevenir das 'pragas virtuais'
O vírus que atinge os dispositivos eletrônicos gera os mesmos sintomas de uma doença comum
da Assessoria do Senac-SP
O problema é conhecido por vários nomes, os mais comuns são vírus, pragas virtuais, malwares e cavalo de troia. Mas, seja qual for a nomenclatura dada, o dano que causam será o mesmo. Quando se instalam em celulares, pen drives, notebooks, tablets e redes de computadores os usuários começam a ter dores de cabeça.
De acordo com André Angelo Cantello, docente da área de tecnologia da informação do Senac Botucatu, a maioria dos vírus é desenvolvido com o objetivo de roubar imagens, contatos, relatórios de navegação na web e até informações bancárias.
“Os malwares invadem os sistemas camuflados em forma de vídeos, músicas, aplicativos e fotos enviados via e-mails, SMS, MMS de outra pessoa com a infecção. Esses vírus comprometem o funcionamento do sistema operacional como um todo. Portanto, antes de abrir, é sempre importante confirma a procedência do arquivo”, orienta.
Fazendo uma analogia com o corpo humano, o vírus que atinge os dispositivos eletrônicos gera os mesmos sintomas de uma doença comum. Primeiro, o cansaço aparece, ou seja, o aparelho começa a ficar lento, demora para abrir arquivos e trava. Depois, os sinais vão piorando e só se resolvem após o tratamento medicamentoso.
“O primeiro alerta indicando que o smartphone ou computador está infectado por um malware é o baixo desempenho do sistema. O vírus fica trabalhando e consumindo os recursos físicos do aparelho, como processador e memória, o que acaba deixando os processos mais lentos, propensos a erros e travamentos”, explica.
Outro indício de que o equipamento está infectado é o aumento significativo do uso de dados pelas redes 3G e wifi. “No celular, o vírus pode enviar SMS, MMS, e-mails e outras mensagens pela internet sem o conhecimento dos usuários”.
Isso pode gerar gastos não calculados, sequestro de informações pessoais e o mais grave, roubo de dinheiro durante as transações bancárias via internet. Por isso, de acordo com Cantello, o ideal é se precaver e deixar computadores, celulares e tablets protegidos contra invasões.
“A primeira coisa que deve ser feita é a instalação de um bom software de antivírus. Os usuários devem se assegurar sempre se os downloads têm procedência segura. Para isso, o recomendado é checar comentários de outras pessoas sobre o resultado do produto baixado on-line”, recomenda.
Outra dica é manter o sistema operacional, navegador da internet e plugins sempre atualizados. Caso o antivírus não consiga fazer a remoção, outra alternativa, que é mais extrema, é restaurar as configurações de fábrica do aparelho ou computador.
“Mas cuidado, pois isso irá apagar todos os dados do sistema. Então, antes de realizar o procedimento, é recomendado realizar um backup dos arquivos”, afirma.

