Praias do Rio Tietê, na região, contarão com monitoramento por satélite
Iniciativa será implantada em oito praias distribuídas em três reservatórios
Da Agência SP
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai utilizar imagens de satélite e inteligência artificial para acompanhar as condições ambientais de praias públicas localizadas em reservatórios do Rio Tietê. O anúncio faz parte de um pacote de novas medidas no contexto do Programa IntegraTietê.
A iniciativa será implantada inicialmente em oito praias distribuídas em três reservatórios. Em Barra Bonita, serão acompanhadas as praias de Anhembi e Rio Bonito (Botucatu). Em Ibitinga, o projeto abrangerá Arealva e Iacanga. Já em Promissão, a tecnologia será aplicada nas praias de Mendonça, Sales, Ubarana e Sabino. Os dados serão disponibilizados semanalmente em um painel aberto ao público, que pode ser acessado no link https://appmonitoratiete.orbty.com.br/index.html.
O objetivo é identificar a ocorrência da chamada “nata verde”, provocada pela proliferação excessiva de algas e cianobactérias, e gerar alertas para apoiar a gestão ambiental e a segurança dos usuários.
Segundo o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, a iniciativa combina inovação tecnológica e serviço à população. “Cada vez mais pessoas utilizam as praias do interior para lazer, turismo e prática esportiva. O uso de satélites e inteligência artificial permitirá acompanhar essas áreas de forma mais ampla e frequente, oferecendo informações mais rápidas para a população e apoiando a gestão ambiental dos municípios.”
Coordenado pela Cetesb, em convênio com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e parceria com a Auren Energia, o projeto utiliza imagens dos satélites Sentinel-2 e Sentinel-3 analisadas por modelos de inteligência artificial. Os resultados serão integrados às informações de campo e divulgados semanalmente em painel aberto à população, gerando informações que apoiarão a gestão ambiental dos reservatórios e a segurança dos usuários.
O monitoramento por satélite funcionará como uma ferramenta complementar ao trabalho já realizado pela Cetesb, ampliando a capacidade de acompanhamento das condições ambientais dos reservatórios.
