Unesp Botucatu integra monitoramento da qualidade da água do rio Tietê

Laboratório promove análises físicas, químicas e biológicas

Da Redação

O Laboratório de Análise de Água (LabÁgua) da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, está participando de ações do projeto Observando os Rios, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica voltada ao monitoramento participativo da qualidade da água e à mobilização da sociedade em defesa dos recursos hídricos.

LabÁgua e a SOS Mata Atlântica firmaram uma parceria por meio da qual o laboratório coordenado pela professora Juliana Heloísa Pinê Américo Pinheiro fica responsável pelo monitoramento da água do Rio Tietê na região de Botucatu.

Após a realização de um treinamento, no dia 30 de setembro foi realizada a primeira coleta e as primeiras análises de água. A atividade aconteceu no bairro Rio Bonito, em Botucatu, com a participação da professora Juliana, de estudantes da FCA, de representantes da SOS Mata Atlântica e de integrantes da Cuesta Viva, organização não governamental que atua na região. Durante a ação, foram coletadas amostras do rio Tietê, que serão utilizadas para o monitoramento da bacia do Médio Tietê.

O encontro também possibilitou a troca de conhecimentos e experiências entre universidade, organizações da sociedade civil e voluntários envolvidos com o acompanhamento dos recursos hídricos. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre as condições ambientais do rio ao longo do tempo.

Observando os Rios

Criado pela SOS Mata Atlântica originalmente em 1993, o projeto é uma das iniciativas mais tradicionais de ciência cidadã, mobilização social e educação ambiental voltadas aos recursos hídricos no Brasil. O programa reúne voluntários que realizam, mensalmente, análises em pontos fixos de rios e córregos.

Os dados coletados permitem avaliar diferentes aspectos da qualidade da água e são utilizados para a composição do Índice de Qualidade da Água (IQA), adaptado à legislação brasileira. Os resultados são classificados em cinco categorias — ótima, boa, regular, ruim ou péssima — e inseridos em um banco de dados que contribui para o acompanhamento da situação dos rios e para a produção de informações que podem subsidiar políticas públicas de saneamento e conservação ambiental.

A participação da comunidade é um dos principais fundamentos do Observando os Rios. Além de integrar grupos de monitoramento já existentes, cidadãos, escolas, associações e outras organizações podem participar da formação de novos grupos e acompanhar a qualidade de rios e córregos de suas regiões.

Em Botucatu, pessoas ou instituições interessadas em acompanhar as coletas e análises feitas mensalmente pela LabÁgua da FCA podem entrar em contato pelo instagram @labagua.unesp

Universidade em defesa das águas

A participação do LabÁgua amplia a integração entre pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos pela FCA/Unesp e as ações de mobilização social em torno da conservação dos recursos hídricos.

O Laboratório atua na investigação da qualidade da água por meio de análises físicas, químicas e biológicas, além de oferecer aos estudantes valiosas oportunidades de formação prática e desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos recursos hídricos e à sustentabilidade.

A atuação do LabÁgua também se estende à comunidade externa, por meio de atividades de educação e conscientização ambiental. Entre essas ações está o Fórum das Águas, realizado em comemoração ao Dia Mundial da Água, que reúne pesquisadores, estudantes, produtores rurais e representantes de organizações da sociedade civil para discutir questões relacionadas à conservação dos recursos hídricos, saneamento, mudanças climáticas e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A parceria estabelecida com a SOS Mata Atlântica para o monitoramento do rio Tietê é um exemplo de articulação entre universidade, organizações da sociedade civil, voluntários e comunidade para a produção e disseminação de conhecimento sobre o meio ambiente”, comenta a professora Juliana. “O Observando Rios aproxima ciência e participação social e contribui para a produção de informação e conhecimento, ajudando também na construção de estratégias a conservação ambiental”.