Secretaria desmente “radar fixo” na Vital Brasil
A avenida Vital Brasil é uma das vias que tiveram a velocidade reduzida em 2016, passando de 60 para 50 km/h
por Flávio Fogueral
Uma das principais e mais movimentadas vias de Botucatu, a Avenida Vital Brasil foi alvo de polêmica neste final de semana. Circulou, via redes sociais e comunicadores instantâneos, mensagens alertando que em frente à Resiplan estaria instalado um radar fixo para fiscalização de velocidade.
Na mensagem há o “alerta” de que fora instalado um radar móvel na avenida, sem a devida sinalização ou aviso por parte das autoridades que gerenciam o trânsito no município, no caso a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semutran). A avenida Vital Brasil é uma das vias que tiveram a velocidade reduzida em 2016, passando de 60 para 50 km/h.
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Fumis, a mensagem é falsa. Não há equipamento de fiscalização de velocidade instalado fixamente naquela região. “A Semutran não possui equipamento de fiscalização do tipo fixo em operação, a imagem em questão é de uma câmera de vigilância”, explicou.

De acordo com Fumis, a câmera não estaria instalada apropriadamente para se caracterizar radar. Não há, por exemplo, a tradicional caixa metálica que armazena informações e outras aplicações para funcionamento do radar fixo. “A estrutura do equipamento não está fixada em poste próprio e também o mesmo não possui uma caixa metálica acoplada caraterística básica de equipamentos de fiscalização eletrônica do tipo fixo”, complementa.
O secretário salienta, ainda, que não há o uso de radar fixo em Botucatu há quatro anos. Com isso, foi adotado o modelo de radar móvel, com análise das vias com maior fluxo de circulação de veículos e onde a incidência de acidentes é maior.
“A fiscalização eletrônica móvel é rodiziada, não existe um padrão fixo de dias de operação em cada local. A Avenida Vital Brasil é uma das avenidas mais movimentadas do Município, por isso foi uma das primeiras a receber a redução do limite de velocidade tendo em vista o elevado índice de acidentes que possuíamos no local ano passado. Situação amenizada com a implantação de dois novos cruzamentos semafóricos e também com adoção do limite de 50 km/h”, complementa Fumis.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por meio da Resolução 396, em vigor desde dezembro de 2011, desobriga a existência de placas indicativas de fiscalização eletrônica, tendo somente em vista as indicações dos limites de velocidade da via, tendo o monitoramento ou não.
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