PDT promove eleição e definirá novo Diretório em Botucatu; candidatura a deputado também estará em debate
Serão eleitos onze titulares e três suplentes para compor a representação do novo Diretório
por Flávio Fogueral
Única legenda de oposição ao governo do prefeito Mário Pardini (PSDB) com representação na Câmara Municipal, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza neste sábado, 9, a partir das 18 horas, a eleição de seu novo Diretório em Botucatu. Atualmente a presidência da comissão provisória é exercida pelo ex-prefeito Antônio Mário Ielo.
Serão eleitos onze titulares e três suplentes para compor a representação do novo Diretório. Na oportunidade, também serão escolhidos os membros do Conselho de Ética, além do Conselho Fiscal. A expectativa é que uma única chapa apresente os nomes para compor a representação do PDT em âmbito municipal. Todo o processo eleitoral ocorrerá na sede do PDT, na Rua Coronel Fonseca, nº 17.
Também serão discutidos, entre os filiados, os rumos de atuação política, tendo em vista as eleições de 2018. Não é descartado o lançamento de candidatura a deputado, fato que foi abordado pela vereadora Rose Ielo, durante entrevista à Rádio Clube FM, na quarta-feira (6). “A partir do momento que elegermos o novo diretório, vamos discutir essa questão. Ainda não abordamos uma candidatura a nível estadual como deputado. Sera pauta nas proximas discussoes”, cravou.
A própria vereadora reforça que uma candidatura a deputado na região é um anseio e estratégia do próprio partido. “Embora essa questão ainda não esteja em debate localmente, o PDT em âmbito estadual já vem discutindo a possibilidade de Botucatu lançar candidatos a deputado estadual. O Ielo já vem conversando essa possibilidade com o Diretorio Estadual. Isso seria algo natural, tendo em vista que o PDT já tem seu candidato a presidente, com o Ciro Gomes e a governador, com o Gabriel Chalita”, finalizou Rose.
O PDT foi o destino, em 2015, de muitos “figurões” da política local que antes eram filiados ao PT, quando o último viveu sua maior crise de imagem afetado por denúncias de corrupção e, finalmente, no processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Entre os estavam o ex-prefeito Mário Ielo, além de um grupo composto por ex-secretários municipais e outros filiados petistas.
Nas eleições de 2016, o PDT coligou-se ao PV, do então ex-secretário municipal de governo de João Cury (PSDB), Caco Colenci. Em uma eleição tranquila em termos de campanha, Ielo obteve 21.663 votos e fora derrotado por Pardini, com mais de 39 mil votos.
