Assembleia que investiga presidente do Sindicato dos Ferroviários é marcada por tensão e intervenção da polícia
Associados analisavam possibilidade de afastamento do atual presidente da entidade, Izac de Almeida
por Flávio Fogueral
Assembleia marcada para a tarde desta quinta-feira, 2, no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana (STEZS), em Botucatu, teve momentos de tensão e a intervenção da polícia. Isso porque os ferroviários- na ativa e aposentados- analisavam possibilidade de afastamento do atual presidente da entidade, Izac de Almeida.
O sindicato representa funcionários da Rumo Logística, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Ferrovia Centro-Atlântica, além de aposentados das extintas Ferrovia Paulista SA (Fepasa) e Estrada de Ferro Sorocabana.
A reunião consultiva refere-se à decisão da diretoria do sindicato que afastou Almeida, em julho, devido a acusações de irregularidades em sua gestão. O atual dirigente está suspenso das atividades em 1º de julho, sendo notificado oficialmente no dia 10 do referido mês. O sindicalista comanda a entidade desde 2013. O atual mandato iniciou-se em fevereiro de 2017 e tem a duração de cinco anos.
O início da assembleia foi permeada de tensão, já que o atual presidente contestava a legalidade do processo, salientando que o ato não é deliberativo. Criticou a escolha de Botucatu para sediar a reunião pelo número reduzido de presentes, já que a sede da entidade é em Osasco. Segundo ele, para que o afastamento ocorra, é necessário que 1/3 dos associados votem e que 2/3 dos votantes concordem com a decisão. “Só na CPTM temos 1600 associados que poderiam deliberar a respeito, algo que não tem em Botucatu. São falsas acusações que são impostas a mim e as quais, pasmem, nem tenho conhecimento”, ressaltou Almeida.
Presidente interino, José Claudinei Messias, rebateu e explicou que a escolha de Botucatu para a assembleia é pelo posicionamento central e que a reunião contou com representantes de diferentes regionais. “É uma assembleia de esclarecimeto e para a categoria. Ocorreram denúncias sobre a gestão e este processo administrativo servirá para que o mesmo preste esclarecimentos e apresentar as provas. Após a sindicância apuraremos se haverá continuidade no cargo”, frisa José Claudinei Messias, presidente interino do Sindicato dos Ferroviários.
Messias não especificou, no entanto, quais serão os prazos para as análises das acusações. Segundo o edital de convocação, publicado no dia 3 de agosto, a assembleia objetivava a formação da comissão processante e que instaurará as oitivas.






