Governo de SP recua e decide manter jantar em unidades do Bom Prato

Jantar havia sido suspenso neste mês sob a justificativa de que houve queda na demanda

Do G1

O Governo de São Paulo voltou atrás nesta quinta-feira (3) e decidiu manter o jantar no Bom Prato, serviço de restaurantes que oferece refeições de baixo custo para a população.

O jantar havia sido suspenso neste mês sob a justificativa de que houve queda na demanda, mas a medida foi criticada em um momento que a epidemia do coronavírus volta a subir no estado.

Em nota, a gestão João Doria (PSDB) afirmou nesta quinta que o serviço de jantar será retomado em toda rede, de domingo a domingo, a partir de segunda-feira (7).

Corte do jantar
O Bom Prato possui 59 unidades no estado, sendo 22 na capital. Antes, os restaurantes ofereciam café da manhã a R$ 0,50 e almoço a R$ 1 durante os dias de semana.

Em março, por conta da pandemia do coronavírus, o serviço foi ampliado para o jantar (R$ 1) e também aos finais de semana.

No início de dezembro, no entanto, Secretaria de Desenvolvimento Social havia decidido cortar novamente o jantar em 57 da 59 unidades, com exceção de Campos Elíseos e São Bernardo. O café da manhã e o almoço em dias úteis foram mantidos.

De acordo com a secretária Célia Parnes, a queda da demanda no jantar foi o que pautou a decisão.

“Desde o início da pandemia o Governo do Estado ampliou muito o número de refeições no programa Bom Prato. Nós ampliamos em 60% o número de refeições, aumentamos 1,2 milhão por mês e passamos a servir a 3,2 milhões de refeições por mês nos restaurantes Bom Prato, incluindo jantares e refeições aos finais de semana. E fomos monitorando isso ao longos dos meses, observando demanda e oferta e fazendo agora esse decréscimo em direção à redução de demanda que temos tido nos jantares”, afirmou.

Durante a pandemia, o governo ofereceu as refeições gratuitamente nas unidades, o que garantia alimentação para moradores de rua. A iniciativa, que havia sido implementada em maio, foi suspensa pela gestão de João Doria (PSDB) em 30 de setembro.

No entanto, uma decisão judicial obrigou que a gratuidade fosse mantida até o encerramento do estado de calamidade pública no estado de São Paulo.

Com a decisão, pessoas em situação de rua cadastradas nos restaurantes da rede popular estão isentas do pagamento pelos alimentos, que variam de R$ 0,50 (café da manhã) e R$ 1 (almoço e jantar).

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