Prefeitura reduz contrato com Monte Azul e passará a fazer parte da limpeza pública

Estima-se que, com a decisão, cerca de 30 funcionários contratados pela Monte Azul sejam demitidos.

da Redação com Prefeitura de Botucatu

Diversos serviços de limpeza pública em Botucatu não são mais realizados pela empresa Monte Azul. Nesta semana, a Prefeitura de Botucatu decidiu suprimir algumas atividades visando redução no valor do contrato firmado com a empresa. Com isso, varrição de ruas, operação e a manutenção do aterro sanitário, roçada, corte de mato e grama, capinação mecânica ficam a cargo do Poder Público.

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Estima-se que, com a decisão, cerca de 30 funcionários contratados pela Monte Azul sejam demitidos. Alguns teriam, inclusive, entrado no sistema de Aviso Prévio. Segundo o site Agência 14 News, estima-se que a Prefeitura destine R$ 17 milhões por ano para o custeio do serviço de limpeza pública enquanto que, para tal finalidade, o dinheiro em caixa é de R$ 11 milhões.

Em comunicado oficial enviado à imprensa e divulgado em sua página oficial na tarde desta sexta-feira, 3, a Prefeitura de Botucatu, por meio da Secretaria de Governo ressalta que a medida de supressão dos serviços deu-se inicialmente motivada pela crise econômica do país. Segundo a pasta, o governo Mário Pardini (PSDB) tem realizado desde a posse, diversas reuniões para renegociação de contratos, começando pelos que apresentavam valores mais altos.

“Nessa linha, representantes da empresa Monte Azul, responsável pelos serviços de limpeza pública, foram chamados para algumas reuniões, com a finalidade de repactuar valores e os serviços que continuariam a ser prestados na Cidade. As tentativas da Prefeitura de obter descontos no contrato vigente revelaram-se infrutíferas e a empresa formalizou um pedido de reajuste de preços com base na variação do IPCA/IBGE. Diante dessa situação, a administração Mário Pardini optou pela supressão de alguns serviços e suspensão de outros que até então eram realizados pela Monte Azul, readequados a sua capacidade de pagamento”, frisa a nota oficial.

A nota frisa ainda que a Monte Azul continuará prestando apenas os serviços de coleta de lixo domiciliar e coleta seletiva. A operação do Aterro Sanitário, por exemplo, já é realizada desde quarta-feira, 1º, por servidores públicos municipais. Foram convocados 15 aprovados em concurso público da Prefeitura para os trabalhos de varrição pública e de apoio na coleta manual e mecanizada de entulho e grandes objetos deixados em vias públicas.

Já os serviços de roçada, corte de mato e grama, capinação mecânica, além de serviços complementares de limpeza, incluindo raspagem e pintura de meio-fio, serão licitados para serem executados por outra empresa terceirizada, a preços compatíveis com a realidade atual.

Quanto aos funcionários que serão dispensados pela Monte Azul, a Prefeitura ressaltou que o prefeito Mário Pardini colocou o gabinete à disposição para suporte na reinserção dos mesmos no mercado de trabalho.

“Tais medidas, adotadas em caráter excepcional em razão do aprofundamento da crise, buscam garantir a manutenção da saúde financeira do município, a fim de que a Prefeitura de Botucatu continue honrando o pagamento dos compromissos com servidores e fornecedores e mantenha sua capacidade de investir na melhoria da qualidade de vida da população”, finaliza a nota enviada pela Secretaria de Governo da Prefeitura de Botucatu.

Terceirização do sistema de lixo custava R$ 1,013 milhão mensais

Botucatu readequou, em 2014, todos os serviços de limpeza pública, com a criação do Consórcio Botucatu Ambiental, formado então pelas empresas Revita Engenharia S/A e Monte Azul Engenharia LTDA, que venceu concorrência pública ocorrida no ano anterior. O contrato, que seria válido por 24 meses, teria investimento mensal de R$ 1,013 milhão.

Além dos serviços de coleta de lixo, varrição e roçagem de mato convencionais, o consórcio ficará responsável pela operação e manutenção do aterro sanitário, expansão da coleta de materiais recicláveis para 100% da Cidade e ampliação de pontos de entrega voluntária (PEVs), incluindo plano de conscientização ambiental.

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