Embraer planeja vender 730 novas aeronaves para a China

Atualmente, 99 aviões regionais da série de E-jets da Embraer atendem ao mercado chinês

Da Agência de Notícias Xinhua

O mercado chinês deve receber 730 novas aeronaves com até 150 assentos nos próximos 10 anos, de acordo com a última previsão de mercado da Embraer divulgada na sexta-feira em Beijing.

Noventa e três por cento das entregas contribuirão para o crescimento do mercado de aviação regional da China e os outros substituirão as aeronaves antigas, disse a fabricante brasileira de aviões em suas últimas perspectivas sobre o mercado de aviação comercial chinês.

“Liderando a recuperação do tráfego aéreo global, a China viu seu tráfego doméstico de passageiros voltar ao nível do ano passado graças ao controle eficaz da COVID-19 e ao mercado massivo do país”, disse Guo Qing, diretor administrativo e vice-presidente de Aviação Comercial da Embraer China.

Segundo as previsões da Embraer, na próxima década, a indústria de aviação civil da China deve ver um crescimento médio anual de 5% na receita de passageiros por quilômetro.

“Continuamos otimistas em relação ao mercado de aviação civil chinês e acreditamos que a China terá um papel importante na liderança do mercado global de tráfego aéreo”, assinalou Guo.

O mercado de aviação civil chinês exigirá um perfil de frota e uma estrutura de rede de rotas mais equilibrados para melhor servir mais cidades de segundo e terceiro escalões em todo o país, acrescentou.

A Embraer é a maior fabricante de aeronaves regionais do mundo. Atualmente, 99 aviões regionais da série de E-jets da Embraer atendem ao mercado chinês, apoiando a conectividade entre cidades de segundo e terceiro escalões.

Durante a pandemia, aeronaves de pequeno e médio porte e voos regionais foram fundamentais para a rápida recuperação do serviço aéreo da China.

“Com o aumento do número de aeroportos, o mercado chinês exige aeronaves com número adequado de assentos para atender demandas diversificadas, especialmente nas rotas regionais”, afirmou Guo, acrescentando que a Embraer acredita que aeronaves com máximo de 150 assentos vão liberar potencial no mercado chinês.

“A coordenação entre a aviação regional e principal aumentará ainda mais a capacidade de transporte aéreo da China”, disse ele. “As aeronaves regionais apoiarão as empresas aéreas a aumentar a competitividade diferenciada com melhor eficiência e flexibilidade.”

A China demonstrou compromisso em impulsionar seu setor de aviação civil nos últimos anos. O país contava com 238 aeroportos de transporte civil até o fim de 2019, e a estimativa é que chegue a 241 até o fim de 2020, de acordo com as estatísticas da Administração Estatal de Aviação Civil da China.

A China continua sendo o segundo maior mercado de aviação civil do mundo, com 660 milhões de viagens de passageiros em 2019.