Botucatu cria comitê para acompanhar avanço da dengue

Cidade contabiliza 317 casos da doença neste ano, 17% a mais comparado com 2022

Da Redação

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) retomou uma Sala de Situação formada por servidores da Secretaria Municipal de Saúde, Comunicação, Procuradoria, OSS Pirangi, Secretaria Estadual de Saúde, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp e Unimed, para discutir estratégias para combate as arboviroses, principalmente a dengue.

O objetivo do grupo é melhorar ainda mais as ações já praticadas no enfrentamento ao Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, e na assistência aos pacientes, além de buscar novas ações para ampliar o combate.

No primeiro encontro a equipe avaliou o protocolo já adotado no Município para o diagnóstico e notificação de novos casos de dengue, para dar mais precisão as ações de bloqueio a doença.

“Hoje, quando uma pessoa testa positivo, precisamos ter dados precisos, como o dia do início dos sintomas e se a pessoa esteve em outra cidade. Essas informações são essenciais para que as equipes de Vigilância atuem em ações como a nebulização e diminua a possibilidade de transmissão da doença”, explicou Valdinei Silva, Coordenador de Programas de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

Atualmente, Botucatu contabiliza 317 casos da doença neste ano, 17% a mais comparado com o ano passado. Apesar de serem números menores que cidades do mesmo porte de outras regiões, o aumento expressivo de casos tem preocupado as autoridades sanitárias.

Do total de casos, 88 deles foram registrados apenas no Distrito de Vitoriana, o qual foi alvo de diversas ações de combate, como visita nas casas, orientação aos moradores, busca ativa de criadouro e nebulizações.

“Estamos passando por um período de transmissão sustentada, com condições favoráveis para ter um aumento de casos das arboviroses, como a dengue. Precisamos unir forças para eliminar criadouros para o mosquito e evitar que os casos continuem se proliferando rápido”, destacou Valdinei Silva.

Sobre a dengue

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. É uma doença febril que tem se mostrado de grande importância em saúde pública nos últimos anos.

O vírus dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

O período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio. O acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, consequentemente, maior disseminação da doença.

É importante evitar água parada, todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente.

O vírus da dengue pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, ou seja, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas. Por isso o uso de repelente é uma das formas mais eficazes de prevenção.

Principais sintomas:

– Febre alta > 38°C;

– Dor no corpo e articulações;

– Dor atrás dos olhos;

– Mal estar;

– Falta de apetite;

– Dor de cabeça;

– Manchas vermelhas no corpo.

Ao surgimento de qualquer sintoma, procure imediatamente uma Unidade de Saúde ou um Pronto Atendimento Noturno. Todas as unidades estão aptas a realizarem o teste de detecção da dengue.

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