São Paulo concentra a maior rede transplantadora do país e lidera a realização de transplantes no Brasil. No último ano, a Central Estadual de Transplantes registrou 5.886 de córnea, 2.031 de rim, 685 de fígado, 148 de coração, 68 de rim e pâncreas, 48 de pulmão e 15 de pâncreas.
“O aumento no número de doadores é resultado de um trabalho contínuo de capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde em todo o estado, aliado à maior conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos, contribuindo para que mais vidas sejam salvas”, afirma o coordenador da Central de Transplantes, Francisco de Assis Monteiro.
Hoje, 28.852 pacientes aguardam por um transplante em São Paulo. Para facilitar o acesso às informações, a SES-SP disponibiliza no aplicativo Poupatempo, por meio do programa Saúde Digital Paulista, uma ferramenta que permite ao paciente acompanhar o andamento do cadastro e sua posição na fila de transplantes.
A SES-SP também ampliou em 80% os valores pagos pela Tabela SUS Paulista para sete procedimentos relacionados à captação de órgãos para transplantes. O modelo garante repasses maiores para hospitais e instituições filantrópicas, que podem receber até cinco vezes o valor previsto na tabela federal por procedimento.
Aviação solidária
O Governo de São Paulo mantém campanhas de conscientização em diferentes canais para sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. A autorização familiar é essencial para que a doação seja efetivada.
Entre as iniciativas da gestão está o TransplantAR Aviação Solidária, programa lançado em setembro de 2024 para acelerar o transporte de equipes médicas e de órgãos destinados a transplantes.
Pela iniciativa, proprietários de aeronaves privadas podem doar horas de voo para apoiar a logística de captação e transporte de órgãos em todo o país. Desde a criação, o programa realizou 106 voos e contribuiu para a captação de 99 órgãos.
O TransplantAR não gera custos aos cofres públicos. A seleção dos proprietários de aeronaves interessados em participar da iniciativa é feita pelo Instituto Brasileiro de Aviação (IBA).
Helicópteros, turboélices e jatos particulares autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) podem ser utilizados de forma voluntária. A agilidade no transporte é decisiva para órgãos como coração e pulmão, que precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação, e fígado, cujo prazo é de até 12 horas.
Em 2025, o TransplantAR venceu a categoria Justiça e Cidadania da 22ª edição do Prêmio Innovare, que reconhece iniciativas voltadas ao fortalecimento da cidadania e à inovação em políticas públicas.
Como funciona a doação de órgãos
A Central de Transplantes segue normas estabelecidas por lei para identificar os possíveis receptores de cada órgão doado. O processo considera critérios como tipagem sanguínea, dados antropométricos entre doador e receptor, compatibilidade genética e priorização de pacientes em estado grave.
No caso dos pacientes que precisam de transplante, a inscrição é feita pela equipe médica responsável junto ao Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, que gerencia o processo de doação e transplante em integração com o Sistema Nacional de Transplantes.

