Homem preso por agredir e ameaçar ex-namorada usando “tribunal do crime”
Vítima relatou que os desentendimentos começaram na madrugada
Da Redação
Uma mulher de 25 anos foi agredida, ameaçada de morte e mantida em cárcere por cerca de 3 horas pelo ex-companheiro, que também a ameaçou de morte usando um possível “tribunal do crime”. Caso ocorreu na madrugada de segunda-feira, 1° de agosto, na Vila Assunta, em Botucatu
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Seccional, a Guarda Civil Municipal foi acionada pelo COI para atender um caso de violência doméstica.
A vítima relatou que os desentendimentos começaram na madrugada. O autor não aceitava o fim do relacionamento e exigia o celular dela para fiscalizar mensagens. As agressões físicas e verbais aumentaram durante a manhã.
Ele obrigou a mulher a subir na garupa de uma motocicleta. No trajeto, empinou a moto, fez ameaças de morte e a levou para uma estrada de terra próxima a uma escola. Lá, puxou os cabelos dela, xingou e tentou esganá-la. Ela reagiu e segurou o pescoço dele.
O homem gravou um vídeo e disse que ela estava “no tribunal do crime”. Afirmou que, se não a matasse, a abandonaria no local sem pertences. Também ameaçou matá-la caso chamasse a polícia, e disse que não deixaria rastros porque seria a última pessoa vista com ela
Depois, ele levou a vítima até a casa da mãe dele para trocar de roupa, porque ela estava suja. Dentro do imóvel a manteve presa por cerca de 3 horas. Ela conseguiu fugir quando ele cochilou e abriu a porta. Tentou escapar, foi pressionada contra o portão, mas conseguiu se desvencilhar e pedir ajuda à GCM.
A mulher de 25 anos contou que as agressões já eram recorrentes. Em dias anteriores ele já havia quebrado o celular dela e a agredido fisicamente. Não denunciava por medo de represálias.
O homem de 22 anos foi preso em flagrante. A polícia apreendeu dois celulares: um iPhone 13 Pro Max da vítima e um iPhone 11 com o autor.
A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Os crimes registrados foram: sequestro e cárcere privado, furto, lesão corporal, injúria, ameaça e violência doméstica.
A vítima foi orientada sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e sobre o prazo de 6 meses para representação.

