China se consolida como principal destino da indústria de Botucatu e região

Segundo o Ciesp de Botucatu, houve superávit de US$ 1,05 bilhão

Da Redação

As exportações da região de Botucatu registraram US$ 1,32 bilhão de janeiro a julho de 2026, um aumento de 14,6% na comparação interanual. As importações somaram US$ 261,1 milhões, o que significa queda de 6,7% frente ao mesmo período do ano passado. Houve superávit de US$ 1,05 bilhão.

Os principais produtos exportados foram pastas de madeira (64,5%), aeronaves e aparelhos espaciais (5,9%) e carnes e miudezas, comestíveis (5,2%). As importações concentraram-se em bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (22,7%), cereais (15,7%) e aeronaves e aparelhos espaciais (12,1%).

No período analisado, os principais destinos das exportações da região de Botucatu foram China (66%), Estados Unidos (9,6%) e Itália (3,3%). As compras tiveram como principais origens Estados Unidos (35,3%), Paraguai (14,1%) e o próprio Brasil (10,1%).

A diretora titular do Ciesp Regional Botucatu, Patrícia Dias, avalia que os resultados confirmam a força e a capacidade competitiva da indústria regional. Ela destaca o crescimento de 14,6% das exportações e o superávit de US$ 1,05 bilhão, além da participação de cadeias importantes para a região, como a florestal, a aeronáutica e a de alimentos. “É um resultado muito expressivo, especialmente diante de um cenário internacional marcado por incertezas. Nossa região reúne cadeias produtivas fortes e empresas capazes de competir no mercado internacional”, afirma.

Patrícia pondera, porém, que os bons resultados também trazem desafios. A concentração de 66% das exportações regionais para a China, somada às recentes mudanças no comércio internacional, reforça, segundo ela, a importância de ampliar mercados e fortalecer a competitividade. “Precisamos continuar investindo em inovação, produtividade, qualificação profissional e diversificação de mercados. O desafio é criar condições para que nossas empresas continuem crescendo, exportando e gerando empregos e desenvolvimento para a região”, conclui.

Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp, salienta que “a indústria, cujo avanço e fortalecimento temos defendido perante o governo, pode contribuir de modo cada vez mais significativo para ampliação das vendas internacionais, tanto em volume quanto pelo fato de incluir produtos de alto valor agregado na pauta de exportações”.

Estado de São Paulo

No período de janeiro a julho de 2026, o Estado de São Paulo exportou US$ 45,84 bilhões, com crescimento de 5,5% em relação aos US$ 43,43 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações aumentaram 5,3%, passando de US$ 50,28 bilhões para US$ 52,94 bilhões.

A corrente de comércio, no período, foi de US$ 98,78 bilhões, crescendo 5,4% frente ao volume de US$ 93,72 bilhões observado no ano passado. A balança comercial teve déficit de US$ 7,10 bilhões, ante US$ 6,85 bilhões na comparação interanual, com aumento de 3,7%.