Botucatu torna obrigatória notificação de casos de esporotricose animal

Notificação é uma importante ferramenta de vigilância

Da Redação

A Prefeitura de Botucatu instituiu o Programa Municipal de Vigilância, Prevenção e Controle da Esporotricose, ampliando e organizando as estratégias para o enfrentamento da doença, caracterizada por ser uma micose subcutânea causada por fungos.

A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 13.996, de 10 de setembro de 2026, que estabelece diretrizes para as ações de vigilância, prevenção, diagnóstico, tratamento, controle e monitoramento da esporotricose, com atuação integrada entre saúde humana, saúde animal e meio ambiente, seguindo o conceito de Saúde Única.

Entre os principais avanços estabelecidos pelo Decreto está a notificação obrigatória dos casos suspeitos e confirmados de esporotricose animal em Botucatu. Serviços médico-veterinários públicos e privados, como clínicas, consultórios, hospitais veterinários e instituições de ensino, deverão comunicar os casos à Unidade de Controle de Zoonoses (UCZ), conforme o fluxo definido pelo Município.

A notificação é uma importante ferramenta de vigilância, pois permite identificar precocemente a ocorrência da doença e acompanhar sua distribuição pelo território. A partir das informações recebidas, as equipes municipais também poderão investigar pessoas e outros animais potencialmente expostos e direcionar, de forma mais rápida e eficiente, as medidas necessárias de prevenção e controle.

Atuação integrada

Em Botucatu, a Unidade de Controle de Zoonoses é formada pela integração dos serviços do Departamento de Proteção Animal (DPA), do Centro de Acolhimento Animal de Botucatu (CAAB) e da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS).

A atuação conjunta reúne ações relacionadas à saúde e ao bem-estar animal, à vigilância epidemiológica e ao acompanhamento territorial, fortalecendo a capacidade do Município de identificar, monitorar e responder aos casos de esporotricose.